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6 de fev. de 2017

5 qualidades de quem tem vocação para ser coach profissional

Pensando em atuar profissionalmente como coach? Confira se você tem o perfil certo para seguir na profissão.


Seja como primeira ou segunda carreira, o coaching tem atraído muitos profissionais e é uma das atividades em franca expansão no mundo corporativo. Basta digitar a palavra coach no Google para confirmar a o crescimento da oferta de serviços no Brasil.
Para o master coach Homero Reis, ainda há muito espaço de atuação para novos coachs. “A sensação que eu tenho é que o crescimento vai estabilizar, mas há demanda reprimida”, diz. 
Ele é um dos coachs que apostam também na formação destes profissionais. A Homero Reis e Consultores é a única instituição a oferecer uma pós-graduação com foco exclusivo na formação de coachs ontológicos que é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
Mas será que a carreira é para todo mundo? Foi isso que EXAME.com foi investigar com o especialista. Como saber se o seu perfil é adequado para a plaquinha de coach na mesa? 
De acordo com ele, são 5 as características fundamentais que compõem o perfil comportamental de uma pessoa com vocação para ser coach. Confira quais são:
1 Curiosidade
O curioso tem dúvidas, quer saber, vai procurar, é em última instância um interessado no mundo das ideias e das coisas. “A curiosidade leva ao aprendizado”, diz Homero Reis. Querer saber como as coisas funcionam é um dos pilares do comportamento do futuro coach. “Pessoas curiosas geralmente gostam dos processos de aprendizagem”, diz Reis.
2 Gostar de ajudar os outros
Não basta só ter interesse pelo que é humano, é preciso gostar de ajudar. Afinal, o compromisso com o outro é uma característica marcante de qualquer coach de sucesso. “São pessoas que têm vocação natural para ajudar as pessoas e as organizações, ou seja, com vocação para servir”, diz Reis.
3 Base ética
“Quando não há base ética, os problemas de relacionamento tomam proporções devastadoras”, diz Reis. Por isso, qualquer profissional que se proponha a oferecer serviços de coach precisa ter profunda e sólida base ética, segundo o especialista. “É essa a base da construção de relações saudáveis entre as pessoas”, lembra Reis.
4 Compromisso com valores sociais e das organizações
De acordo com Reis, outro ponto de atenção na hora de identificar no candidato o perfil necessário para a atuação profissional como coach está relacionado ao compromisso dele com os valores sociais e das organizações. “É o que a gente chama de compromisso com os valores da humanidade”, diz ele. 
5 Respeito pela técnica
Não dá para rasgar todo o modelo técnico aprendido e agir como bem entender dentro da sua sala. A atuação do coach é regida por um modelo técnico e o profissional deve estar preparado para trabalhar de acordo com os preceitos existentes. “Precisa ser uma pessoa comprometida com a técnica”, destaca Reis.

11 de mar. de 2015

POR QUE VOCÊ DEVE APRENDER LINUX HOJE

O Dice, um dos maiores sites internacionais para profissionais das áreas de TI e Engenharia, junto com a The Linux Foundation, a organização sem fins lucrativos que mantém o sistema operacional do Pinguim, divulgaram, no primeiro trimestre de 2014, seu relatório de ofertas de trabalho para Profissionais Linux (pdf, em inglês). Através deste relatório, é possível notar um grande aumento na demanda por profissionais especializados nesse sistema operacional, principalmente para Suporte e Infraestrutura.
Tela Linux
E a demanda deve ir muito além dessas duas áreas. Com a grande adoção do Linux como ferramenta de trabalho em muitas empresas, a busca por profissionais da área de Desenvolvimento de Software que usem esse sistema também aumenta, gerando muitas oportunidades de trabalho, tanto no Brasil quanto no exterior. De acordo com a pesquisa, as áreas onde mais foram buscados profissionais incluem:
  • Administração de Sistemas (SysAdmin): 58%;
  • Desenvolvimento de Aplicações Linux: 45%;
  • Arquitetura/Engenharia de Sistemas: 45%.
Essa busca por profissionais especializados fez os salários aumentarem. Porém, não apenas o dinheiro está tornando esses profissionais satisfeitos. Mais de 4 mil profissionais Linux foram questionados sobre realização no trabalho. Eles disseram que a melhor coisa de trabalhar com Linux é que eles trabalham com projetos interessantes. A segunda foi “trabalhar com as tecnologias de ponta do Mercado para resolver desafios”. Já a terceira foi o maior número de oportunidades de trabalho. A pesquisa concluiu que esses profissionais realmente amam o que fazem, e terão muitas oportunidades para colocar em prática essa paixão.

Ampliação da equipe da The Linux Foundation

Em nota oficial de dezembro de 2014, a The Linux Foundation divulgou que está aumentando o número de colaboradores devido ao grande crescimento e adoção do Linux. O objetivo é fornecer um software ainda melhor e estável, além de suporte especializado.
Isso mostra a preocupação das organizações e empresas em manterem e aprimorarem os Sistemas Linux.

Linux nas Empresas

Muitas empresas investiram em aplicações Linux e soluções opensource para garantir maior segurança e estabilidade. No quesito Servidores, o sistema do Pinguim tem presença muito superior à do Windows.
Implantações de aplicações Linux aumentaram durante os últimos 4 anos, de 65% para 79%, enquanto a implantação do Windows caiu de 45% para 36%.
Este dados são de uma pesquisa somente para convidados do The Linux Foundation’s Enterprise End User Council, com empresas e organizações que tenham vendas mínimas de US$ 500 milhões ou com, no mínimo, 500 funcionários. Isso inclui empresas como Morgan Stanley, Goldman Sachs, Bank of America, Bristol-Myers Squibb, NTT, Deutsche Bank, DreamWorks, ADP, Bank of New York, NYSE, NASDAQ, Goodrich, MetLife, e AIG.
O Linux tem sido a plataforma de escolha para diversas empresas. Mais de 87% migraram para ela em 2014 e 82% possuem planos para adicionar ainda mais servidores Linux em 2015. Mais que isso, a adoção do Pinguim aumentou, enquanto a implantação do Windows continua caindo.

Linux e o Futuro

Em um artigo para o Linux Magazine, Cezar Taurion (escritor do Livro Cloud Computing – Computação em Nuvem), disse que Cloud Computing é irreversível e, em pouco tempo, o termo Cloud Computing passará a ser apenas Computing, já que toda a Computação será em nuvem.
Se isso será fato ou não, só o tempo dirá. Porém, é incontestável que grande parte dos softwares estão migrando para a nuvem. E a maioria dos servidores em nuvem também rodam Linux. Logo, o futuro da computação em nuvem está fortemente ligado ao Linux.
E o sistema do Pinguim ainda é a melhor opção para a Computação em Nuvem. 75% das empresas usam Linux como plataforma de nuvem. Por outro lado, apenas 24% usam o Windows na nuvem, e menos de 2% usam Unix.
O próprio CEO da Microsoft, Satya Nadella, recentemente declarou seu amor pelo Linux. Empresas consideram o Linux superior na objetividade, na segurança e no custo.

Dicas Para Se Especializar em Linux

Existem vários cursos de Linux, desde os voltados para os mais iniciantes até os voltados para os mais avançados. Porém, poucos focam em algo que é um grande diferencial de sistemas Linux e Unix-Like (isso inclui o Mac OS X também): linha de comando.
A maioria aborda os comandos de forma bem superficial. Seja por falta de conhecimento do instrutor, por falta de vontade dos alunos ou falta de tempo.
Existe uma grande vantagem em saber usar os principais comandos: agilizar e automatizar tarefas. É muito prático realizar tarefas repetitivas do dia-a-dia utilizando comandos e Shell Scripts.
Eu escrevi um pequeno curso no meu blog, dividido em dois módulos. No primeiro, mostro os principais comandos do Linux. No segundo, abordo a criação de Shell Scripts, quais são suas estruturas etc.
Caso você já use Linux e tenha interesse em descobrir como agilizar suas tarefas diárias, veja estes dois posts:
Se você já trabalha com Linux, deixe suas impressões sobre o mercado abaixo. Se você deseja trabalhar com Linux e tem alguma dúvida, comete abaixo também! :)

7 de jan. de 2014

TI sofrerá apagão de 44 mil vagas este ano

Em franca expansão no Brasil e no mundo, o setor das Tecnologia da Informação (TI) está ameaçado de viver um sério apagão de mão de obra este ano. É o que indica uma projeção do mercado dessa área para este ano feita pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Enquanto isso, a Bahia vive a situação inversa: forma mais mão de obra do que o mercado local consegue absorver, gerando uma forte fuga de cérebros para estados do Sul e Sudeste.
Adelmo trabalha há cinco meses como
analista de desenvolvimento de sistemas
e reclama do mercado
O estudo, que se baseia em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostra que aproximadamente 44 mil vagas criadas pelas empresas de TI correm o risco de não serem preenchidas este ano. Segundo o levantamento, 78,5 mil vagas de TI serão criadas em 2014, ao passo que apenas 33,6 mil pessoas serão formadas para ocupá-las.
“Estamos falando de um setor em forte expansão, que tem crescido na faixa dos 10%”, afirmou o diretor de Recursos Humanos e Competitividade da Brasscom, Sergio Sgobbi. “Para reverter esse processo de falta de mão de obra será necessário um forte envolvimento do setor público, do setor privado e da sociedade como um todo”, acrescentou o diretor.

“O setor de TI é uma grande oportunidade para o país, porque temos gente capacitada, com diferencial, somos criativos, flexíveis, adaptáveis: tudo que um profissional de TI requer o brasileiro tem. Cabe à sociedade entender isso e fazer políticas adequadas para que o Brasil se torne um grande fornecedor de mão de obra e serviços de TI”, completou.

Segundo ele, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, há a necessidade de profissionais em todos os níveis hierárquicos. “Em termos de quantidade, os profissionais de nível técnico são aqueles que nós mais necessitamos”, afirmou Sgobbi. “São as carreiras de entrada, como programadores, desenvolvedores, manutenção de sistemas, help desk, suporte, monitoramento de infraestrutura”.
Em termos de quantidade, os profissionais de nível técnico são os que nós mais necessitamos
Sérgio Sgobbi, diretor de RH da Brasscom
Entretanto, ele acrescenta que também há um déficit considerável em cargos de gerência, com conhecimentos aprofundados em ferramentas de gestão de projetos, por exemplo.
Em 2013, o país já viveu um apagão de profissionais de TI. Segundo o balanço da Brasscom, foram 56 mil contrações para apenas 32 mil formações, um déficit de 24 mil. 
Para continuar crescendo em ritmo forte, as empresas do ramo têm se adaptado, deixando de exigir diploma de níveis técnico e superior e solicitando certificações internacionais específicas criadas pelo próprio mercado. “As empresas vão buscar qualificações específicas, como PMI e Itil, que são fornecidos por grandes empresas detentoras de tecnologia e atestam a capacidade de utilizar ferramentas de gestão de projetos, por exemplo”, explicou o diretor da Brasscom. Sgobbi lembra, no entanto, que isso não é o suficiente. 
“Foi uma forma de o mercado se adaptar, mas não anula a necessidade de fazermos um esforço conjunto para formar mais mão de obra”, disse.

Além disso, muitas empresas acabam importando mão de obra de outros países. São Paulo é o estado com a situação mais crítica. Em 2013, 35,4 mil vagas foram abertas, enquanto apenas 14,4 mil foram formadas. Este ano, a previsão é que a situação piore: serão abertas 50,7 mil vagas, enquanto apenas 15 mil serão formados naquele estado.
Bahia
Com um mercado ainda frágil na área de TI, a Bahia chegou a ser considerada um dos principais polos do setor no país há cerca de duas décadas. Hoje, o estado forma mais gente do que emprega nesse setor, o que reflete o baixo número de empresas e as contratações em ritmo lento, em comparação com outros estados do país. 
Segundo o estudo da Brasscom, em 2013, 711 vagas foram criadas, enquanto 1.262 mil pessoas foram formadas. Para este ano, a previsão é de que 852 contratações sejam realizadas, enquanto 1.313 pessoas serão formadas.
O resultado é que a mão de obra formada aqui acaba indo para outros estados, ou porque há poucas vagas ou por conta das enormes disparidades entre os salários pagos por empresas de TI na Bahia e no eixo Sul-Sudeste, por exemplo.
Hoje, as diferenças salariais são gritantes: enquanto um programador da área de software, por exemplo, chega a receber até R$ 15 mil em grandes empresas que atuam em São Paulo, aqui, esse salário varia entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil. 
O mercado local acaba se tornando pouco atraente para os profissionais aqui formados. Até outros estados do Nordeste, como Pernambuco, por exemplo, pagam melhor e abocanham parcela da mão de obra formada na Bahia.
O estado vizinho é, inclusive, o que tem situação mais equilibrada: este ano, serão abertas 1.019 vagas, enquanto 1.075 profissionais serão formados. Aos poucos, Pernambuco tem se tornado uma referência em TI no Nordeste.
Realidade
O discurso do jovem Adelmo Alves Júnior, de 24 anos, reflete a realidade do mercado baiano. Ele se formou no final de 2011 e hoje trabalha como analista de desenvolvimento de sistemas no setor de TI de uma empresa, onde está há cinco meses. 
“A Bahia é um dos piores locais para TI, porque o salário é bastante baixo. Em São Paulo, praticamente se paga o triplo para um recém-formado, em relação a uma pessoa que trabalha aqui há mais de 5 anos”, protesta.
Segundo ele, além disso, as empresas resistem em capacitar sua mão de obra e exigem qualificação alta. “Eles sempre exigem funcionários que saibam fazer de tudo. Os estagiários já têm que chegar na empresa sabendo bastante”, afirmou. 
Júnior observa que as empresas também não investem nas tecnologias da informação em Salvador. “O setor de TI ainda é tido como pouco ativo nas empresas, que não percebem a importância desse setor para a organização”, diz ele, que ganha entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. “Não pagam mais que isso, diferente de São Paulo”, reclama.
Ele exalta o mercado paulista como mais atraente. “São Paulo não tem profissional qualificado, por isso buscam pagar bem os poucos profissionais qualificados”, diz. “Quem é realmente bom acaba saindo, não fica em Salvador”, acrescenta.
A mesma queixa é feita por Carlos Junior, de 25 anos, também profissional da área.  Ele trabalha há 5 anos em uma empresa no Polo de Camaçari. De estagiário, virou analista de redes, passando por analista de suporte. “O salário na Bahia é baixo, a reclamação é geral”, disse ele, que ganha cerca de R$ 2 mil. Colaborou Carla Trabazo.

Bahia pretende se especializar em jogos eletrônicos
A estratégia de instituições de ensino como o Senai/Cimatec, instituição de pesquisa e aprendizagem industrial, é apostar em novas vocações para alavancar o setor de Tecnologias da Informação no estado, aproveitando a oportunidade em setores pouco desenvolvidos no Brasil. “Há um esforço, por exemplo, para tornar a Bahia um polo de jogos eletrônicos”, explicou a gerente da área de Desenvolvimento de Software do Senai/Cimatec, Ingrid Winkler.
Em laboratório do Nave, alunos colhem ideias em jogos de tabuleiro para desenvolver versões eletrônicas
Segundo ela, a criatividade e a inventividade típicas dos baianos podem ser  pontos de partida para tornar o estado um polo de desenvolvimento de jogos. Essa não é a única vocação em que aposta a instituição. “Por outro lado, o estado também é visto como um potencial polo de governo eletrônico”, explica Winkler. Também conhecido como e-gov, a área do governo eletrônico consiste no uso das tecnologias da informação e do conhecimento nos processos internos de governo, para aproximar governantes e cidadãos.  Essa aproximação é feita para superar obstáculos da comunicação entre as duas esferas. Em meados de dezembro, empresários organizados através da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) criaram a Associação Baiana para o Desenvolvimento da Tecnologia da Informação. A criação da associação tem, justamente, o objetivo de fortalecer o setor no estado. A iniciativa envolve órgãos do governo do estado, da prefeitura de Salvador, o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), além de universidades, pesquisadores e associações empresariais relacionadas ao setor de TI. Na ocasião, as entidades reunidas lançaram o Programa de Construção de Estratégias Conjuntas para o Desenvolvimento da TI na Bahia.

Recife tem escola entre mais inovadoras do mundo
Uma escola que mistura disciplinas regulares, como Química e Física, ao ensino técnico e ao aprendizado na utilização das tecnologias da informação. Essa iniciativa, uma parceria entre o governo de Pernambuco e a telefônica Oi, rendeu à Escola Estadual Cícero Dantas, localizada em Recife, uma certificação de relevância internacional. O Núcleo Avançado em Educação (Nave), projeto educacional instalado na escola pelo Instituto de Responsabilidade Social Oi Futuro, foi reconhecido pela Microsoft como uma das 80 escolas mais inovadoras do mundo.

A certificação foi divulgada em 18 de dezembro, em Recife, com a presença do presidente da Oi, Zeinal Bava. “Para nós, a tecnologia é um meio para atingir um fim: a qualidade de vida das pessoas”, disse Bava durante cerimônia realizada no pátio da escola. Além do aporte financeiro, a Oi colabora com o fornecimento de equipamentos. Na unidade, que ganhou o título de Escola Mentora do Brasil, alunos do ensino regular utilizam ideias a partir de jogos analógicos e de tabuleiro para o desenvolvimento de jogos eletrônicos.

No primeiro ano, a formação dos alunos tem foco no aprendizado de programação e design. No segundo ano, os jovens aprendem a trabalhar com ilustração e animação em 2D. No último ano, partem para a tecnologia 3D e propriamente ao desenvolvimento dos jogos eletrônicos. Alguns dos jogos produzidos por alunos da escola, que existe desde 2006, já ganharam vários prêmios em festivais. A integração entre ensino regular e técnico faz parte da política de Educação da gestão de Eduardo Campos (PSB).

No Brasil, além do Nave, somente outra escola, no Rio de Janeiro, recebeu título semelhante. “Essa é apenas uma das 26 escolas com tempo integral e ensino médio aliado à educação profissional”, disse o secretário-executivo da educação profissional, Paulo Dutra.

Fonte: Correio da Bahia

24 de abr. de 2013

Carreira em TI: Certificações ITIL voltam a ganhar destaque


Tenha em mente essa máxima: ITIL não é uma ferramenta, mas um conjunto de melhores práticas relativas a serviços de TI
Certificações em Information Technology Infrastructure Library, ou ITIL, voltou ao topo de muitas listas de contratação de TI. Métodos ITIL são projetados para ajudar as empresas a identificarem áreas onde eles precisam de melhorias, fornecedores neutros orientando sobre onde e como fazer alterações específicas para reduzir custos e aumentar a produtividade.
Pressionado para comprovar investimentos na área de TI, O CIO parece cada vez mais atento a frameworks de processos para a área de TI. Tais frameworks trazem consistência, habilidade de medir a performance e um rigor científico que muitas vezes a área de TI e seus projetos "intangíveis" não têm. 
Frameworks populares como Capability Maturity Model (CMM), Six Sigma e Control Objectives for Information and Related Technology (Cobit) têm, cada um, uma área específica de ênfase. O que diferencia o ITIL das demais é seu foco restrito a operações de TI. O apelo é irresistível: um conjunto de melhores práticas que ajuda a rodar a área de TI como se fosse um negócio, fazendo-a reconhecer seus serviços-chave, saber priorizar as coisas certas e tornar todo o trabalho mais visível e transparente, mais fácil de ser medido.
Para o ITIL dar certo, é preciso analisar os processos internos, mapeá-los, identificar o que é ou não crítico. É preciso também zelar pela gestão da configuração da base de dados, o fator técnico crucial em um projeto desses. Trata-se, essencialmente, de um mapeamento de cada pedaço de tecnologia que a empresa possui - sistemas, roteadores, servidores, PCs etc. As informações de cada mudança realizada em cada ativo se relacionam com os incidentes relacionados a esses ativos e com todo o ambiente tecnológico.
Quando utilizado apropriadamente, ITIL ajuda o departamento a melhorar sua qualidade de serviço, como resolução mais rápida de problemas e maior segurança. 
Por exemplo, você pode usar práticas de ITIL para reduzir as chamadas para o helpdesk através da implementação de seções de auto-ajuda no site de sua empresa ou usar as orientações do ITIL para decidir se determinada tarefa deve ser executada em casa ou pode ser delegada a um terceiro.
A História da ITIL
Antes de nos aprofundarmos se você deve implementar metodologias ITIL, vamos voltar e olhar para as raízes da ITIL.
Na década de 1980, Agência Central de Computação e Telecomunicações do governo britânico (CCTA) formulou um conjunto de recomendações projetadas para servir como um catálogo de melhores práticas para os departamentos de TI dos órgãos governamentais.  Não demorou para que o setor privado inglês demonstrasse simpatia pelo conceito, ainda mais por ter nascido com o ponto de vista do usuário, não de fornecedor.
Portanto, a ITIL começou como uma biblioteca composta de livros que discutia práticas específicas de serviços de TI, com base nas recomendações do CCTA.
A primeira versão do ITIL consistia em mais de 30 volumes, escritos entre 1986 e 1996. Em 2000/2001, a segunda versão foi consolidada em oito conjuntos de livros com orientações relacionadas a vários aspectos da TI, incluindo aplicativos e gestão. Em abril de 2001, o CCTA foi incorporado ao Office of Government Commerce (OGC).
Em 2007, o OGC anunciou a terceira versão do ITIL -  conhecida hoje como a edição de 2007. Ela consistia de 26 processos e funções abordadas em cinco publicações principais:
1 - Estratégia de Serviço
2 - Design de Serviços
3 - Transição de Serviço
4 - Operação de Serviço
5 - Melhoria de Serviço Continuada
Com a introdução dessa terceira versão, ITIL deixa de ser mais centrado na operação e passa a explicar todas as fases do ciclo de vida de serviços, incluindo aqueles relacionados com a área de desenvolvimento. Passa a ser preciso educar os profissionais de desenvolvimento e operações a identificarem como ferramentas de automação de serviços podem colaborar para a implantação dos processos de TI e usá-las.
A abordagem certa deve levar o pessoal de desenvolvimento a desejar ter um papel em ITIL e não se sentirem forçados a isso.
Em julho de 2011, a biblioteca da ITIL V3 sofreu uma atualização para corrigir informações, esclarecer conceitos e acrescentar novas práticas dentro do Ciclo de Vida do Serviço. Tais mudanças foram orientadas e sugeridas pela própria comunidade ITSM, em busca do avanço das melhores práticas. 
Atualmente a ITIL é mantida pelo OGC (Office Government Commerce), do Reino Unido, e seus usuários são representados pelo ITSM Fórum.  Desde  31 de janeiro de 2012, todos exames de certificação ITIL têm enfocado na versão de 2011.  Para prestar este exame de certificação o candidato não é obrigado a participar de um treinamento oficial. É possível obter o conhecimento através de auto-estudo. Os exames são oferecidos por vários institutos de exames autorizados.
Exames de ITIL são fornecidos em três níveis: Foundation Practitioner e Manager.
A certificação Foundation provê uma avaliação dos fundamentos no Gerenciamento de Serviços em TI. Ela ajudará você a ter uma familiaridade com as melhores práticas para Gerenciamento de Serviços em TI e entender a terminologia da ITIL. 
Nos níveis Practitioner e Manager o candidato deve deverá fazer um curso em instituições credenciadas pelo EXIN ou ISEB, e o teste será aplicado pela mesma instituição. O candidato também já ter a certificação Foundation. No nível Practitioner o candidato ainda fará um curso de especialização em dois processos, a escolher e o exame será realizado durante o curso.
Razões para adoção
Uma das razões pelas quais os gerentes querem ter ITIL na empresa é a eficiência. E para provar mais eficiência, departamentos de TI devem medir a eficácia dos processos antes e depois de ITIL.
O ITIL impulsiona a necessidade de medir e reportar a qualidade do serviço. Existem coisas que precisam mesmo ser medidas. Um exemplo é estar apto a medir e reportar a qualidade do serviço de uma forma razoável para provar aos consumidores que você está entregando serviços de TI como o esperado. E, se os serviços melhoram, a medição vai mostrar à companhia que TI merece ser recompensada por seus esforços e melhorias.
O que o ITIL não faz
Implementar ITIL não é fácil. Os especialistas dizem que a mudança de processos que o conceito requer é tão substancial que os CIOs deveriam tratar um projeto de ITIL da mesma maneira que lidam com implementações de ERP (sistemas de gestão integrada), medindo o progresso em anos, não em meses. 
As expectativas dos CIOs de encontrar respostas fáceis para suas perguntas sempre "cabeludas" costumam ser desapontadas: o ITIL não aconselha sobre como implementar as melhores práticas catalogadas, uma lacuna que pode entrar em choque com o hábito dos CIOs de contar com detalhadas metodologias de desenvolvimento de software.
ITIL é uma maneira de ajudar a criar uma mudança organizacional. Ou seja, não oferece uma resposta sobre como colocar em prática o que está escrito nos livros; cada empresa deve planejar seus próprios processos com base nos princípios do ITIL.
Certificações complementares
O Sistema de Créditos da certificação ITIL oferece créditos também para outras certificações de TI (chamadas de Qualificações ITIL complementares) ao candidato tiver sido aprovado, incluindo:
1 - Analista de problema, uma qualificação da APMG-Internacional que ensina aos candidatos como evitar problemas e incidentes. Esta qualificação vale 1,5 créditos.
2 - Lean IT, uma qualificação APMG-Internacional, uma extensão do Lean Principles aplicado a um ambiente de TI centrado no cliente. A abordagem é um modo de pensar e agir. Muitas organizações tem adotado o Lean IT para aumentar a satisfação do cliente e alcançar um maior valor estratégico e financeiro. Esta qualificação vale 0,5 créditos.
3 - ISO / IEC 20000, um certificado APMG-Internacional que permite que as empresas demonstrem excelência e provem aplicar as melhores práticas em gestão de TI. Vale  1,5 créditos.
4 - Catálogo de Serviços é uma certificação APMG-International para aqueles que já possuem um certificado ITIL Foundation. Ensina os candidatos a controlar a demanda, publicar e controlar os preços de serviços e os  custos, bem como automatizar a gestão de solicitação e satisfação de serviço. Esta qualificação vale 1,5 créditos.
5 - IT Service Management Foundation, que concentra-se nas práticas e processos de uma abordagem de qualidade ITSM (IT Service Management) e vale um crédito.
 6 - Certified Engineer Design Process (CPDE), uma certificação LCS centrada na avaliação, projeto, implementação, integração e gerenciamento de processos de TI. Esta qualificação vale 1,5 créditos.
7 - Qualificações Especialista BCS em Gerenciamento de Serviços abrange uma ampla gama de práticas da indústria, incluindo ITIL, COBIT, ISO / IEC 20000 e SFIA / SFIA. São seis qualificações ao todo. Cada uma desas  ganha 1,5 créditos.
8 - Configuration Management Database, outra certificação APMG-Internacional. Aporta 1,5 créditos.