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5 de abr. de 2015

OS 7 ERROS BÁSICOS QUE ATÉ PROFISSIONAIS COMETEM EM PROJETOS DE VIRTUALIZAÇÃO


Tenho trabalhado com projetos de virtualização praticamente desde que surgiram, e já encontrei ambientes em clientes de várias formas, alguns muitos corretos, alguns sub-dimensionados, outros super-dimensionados, algumas configurações bobas erradas, até conceitos errados aplicados.
Mas existem alguns erros que são básicos, muitas vezes feitos por falta de entendimento da tecnologia, outros por medo de errar ou por pura distração.
São esses erros que você deve observar em seu ambiente, pois há 50% de chance deles existirem. Alguns deles são muito fáceis de serem corrigidos.

1) Falta de redundâncias

É comum em pequenas empresas, ao chegar um novo servidor, decidirem iniciar o mesmo virtualizado. Até aí tudo ok, mas depois vem a demanda, e como o ambiente já está ali, subir mais 2, 3 ou 4 VMs está fácil. Quando menos se percebe, tem 10 VMs rodando no mesmo servidor físico, sem redundância nenhuma.
Pode não ter problema nenhum de performance, as VMs podem ser simples, mas são tudo que a empresa tem e precisa para trabalhar. Na falha desse servidor, vai dar muuuiito trabalho para recuperar o ambiente.
E quando chega nesse ponto, normalmente o ambiente já depende dessas VMs, o backup é inadequado e podem até existir algumas licenças irregulares.
Isso não é culpa da virtualização! Faltou um plano diretor de TI para guiar o crescimento e investimentos. A ferramenta permitiu atender a demanda do negócio, agora é hora do negócio reinvestir na infraestrutura para suportar o crescimento futuro.
Nesse caso, não tem jeito, a saída para a empresa é investir na adequação do ambiente e compra das redundâncias necessárias. Cabe à equipe de TI demonstrar os riscos existentes e a importância da infraestrutura para o negócio, daí uma análise de riscos pode ajudar bem.

2) Super Dimensionamento das máquinas virtuais

É comum em um ambiente novo de virtualização o administrador de redes querer dar todo o desempenho possível para as novas máquinas virtuais. Até numa migração é comum fazer um P2V de máquinas físicas de 2 gerações de processadores atrás, que já tinham 4 núcleos, para VMs com 4 ou mais núcleos.
Mas é incorreto entregar a mesma quantidade de núcleos em uma VM depois de um P2V; mesmo ao criar uma VM nova, também não é boa prática começar com muitos núcleos.
Só para comparação, um servidor com processadores de duas gerações atrás: Dual Xeon E5520 que roda a 2.27Ghz tem um score de processamento de 7.590, enquanto que um processador moderno Xeon: E5-2630 v2 que roda a 2.6Ghz tem um score de processamento de 15.697, é mais do que o dobro da capacidade de processamento! Sem contar que o mais novo tem 6 núcleos versus 4 do antigo, maior velocidade de transferência para a memória e quase o dobro de cache interno.
e5-2630
e5520
O processador mais novo já vai deixar a VM mais rápida, por isso a recomendação é que, depois de uma migração de ambiente, seja via P2V ou instalação nova, as VMs sejam iniciadas com o mínimo de vCPUs, memória e disco possível e vá crescendo sob demanda.
Um estudo recente indica que 95% das VMs são superdimensionadas, isso mostra claramente esse problema, e é possível que na sua infraestrutura existam máquinas virtuais superdimensionadas.
O problema que isso gera é que, ao iniciar todas as VMs consumindo todos os recursos do ambiente, sobra pouco espaço para manobras e, na prática, não é necessário. Corre até o risco de criar problemas de Ready Time (que será tratado em outro artigo) e falhas no HA (High Avaliability) por falta de recursos.
Por isso vale a pena acompanhar os indicadores de uso de CPU de todas as VMs, principalmente as menos importantes, e o tempo de CPU Ready, para entender se seu ambiente tem gargalho causado por superdimensionamento das máquinas virtuais.

3) Super Dimensionamento dos servidores hospedeiros

Por medo de errar e por não conhecer o ambiente, muitos projetos de virtualização acabam super dimensionados em recursos dos hosts físicos.
Embora não crie problemas diretos no projeto, e, se comprado, irá rodar tudo bem, a grande dificuldade dos projetos superdimensionados são os alto custos de aquisição, que podem inviabilizar o mesmo e manter recursos ociosos por vários anos até o ambiente crescer e ocupar essa capacidade.
Por isso é importante executar ferramentas de análise no ambiente antes de fazer um projeto (como o Dpack), para que o sizing do projeto não seja exagerado e possa apresentar um bom custo x benefício.
Como a virtualização permite o crescimento de Configuração das Máquinas Virtuais, Hosts Físicos, Espaço em Disco e Performance de Disco sem muito esforço, o recomendado é que os investimentos sejam feitos gradativamente, comprando uma parte da capacidade a cada ano.
Isso permite aproveitar a Lei de Moore a seu favor, pois a cada um ano e meio, cada novo host, storage ou outro componente comprado poderá ter o dobro da capacidade, pelo valor do componente da geração anterior.
Claro que isso não resolve para empresas que já tenham o ambiente muito sub-dimensionado, ou onde o financeiro não vê vantagem em ter compras constantes e prefere uma compra grande financiada. Mas se a TI puder programar as próximas compras com o decorrer do tempo, com certeza terá benefícios.

4) Subdimensionamento do ambiente, principalmente de disco

Essa é meio óbvia se pensarmos bem e muitos profissionais alocam CPU e memória em excesso para evitar, mas quando fala-se de disco, é bem comum vermos esse erro.
Existe até um ditado que diz que os projetos de Virtualização tem metade dos discos que precisam, o dobro da memória e 10 vezes a CPU que precisa.
Exageros a parte, depois de acompanhar dezenas de projetos, percebi que isso é a mais pura realidade. Por algum motivo, a CPU é a principal preocupação de muitos profissionais e acaba super dimensionada.
Normalmente a camada de armazenamento (discos e Storage) é subjulgada e é a primeira que acaba. O crescimento de discos frequentemente é calculado como linear, quando na prática é exponencial.
Outro erro básico para os discos é fazer a conta somente em Gigabytes. Olha-se o ambiente atual, por exemplo, 10 servidores com 2 discos de 144Gb em RAID 1 cada, multiplica-se, chega a 1,4Tb de espaço disponível no cenário atual, calcula-se o dobro prevendo o crescimento: 3Tb.
Para fazer 3Tb são necessários apenas 8 discos de 900Gb em RAID 10… mas existiam 20 discos anteriormente, e agora com apenas 8 discos vai ter problema de performance na certa.
Mas também não é correto fazer o projeto com 20 discos como era no ambiente original, vai voltar ao problema de superdimensionamento.
Para não errar nem para mais nem para menos, é preciso medir os IOPS (quantidade de operações de disco por segundo) usados no ambiente e fazer a projeção.
Talvez nem precise dos 8 discos, ou talvez precise de 16, aí pode-se optar por ter mais espaço em disco (16 discos de 900Gb) ou manter os custos com mais discos de menor capacidade (16 discos de 600Gb).

5) Licenciamento de Aplicações

Não é mais tão comum, mas algumas aplicações podem ter o licenciamento vinculado com a máquina física, independente do ambiente virtual. Outras aplicações podem exigir o licenciamento de todo o Cluster virtual, independente de qual servidor a aplicação está rodando efetivamente.
Esse é um item que deve ter atenção dobrada, até para não pagar exageros de licenças. Às vezes pode ser vantajoso manter uma aplicação, mesmo virtualizada, fora do Cluster, apenas para não pagar as licenças excedentes.
Outras vezes, o uso de licenças de nível Enterprise de um software permitem a instância de múltiplas VMs sem custos adicionais, diferente de licenças básicas que precisam ser licenciadas por VM.

6) Configuração de rede sem redundâncias

Esse é um aspecto bem técnico, e realmente precisa de um especialista para fazer corretamente, mas fico impressionado com a quantidade de implementações que encontro com essa falha, mesmo com tanta documentação existente.
É comum encontrar mais de uma interface de rede conectada, mas cada uma para um propósito diferente, com uma VLAN diferente que foi configurada no Switch físico, ou com um link de Internet fixo em uma porta do servidor ESX.
O problema disso é que não existem redundâncias no ambiente e, no caso de um ambiente com vMotion licenciado, não é possível fazer a movimentação das máquinas virtuais entre servidores hospedeiros sem interromper o serviço.
Essa configuração também limita a performance do ambiente, já que existe apenas um canal de comunicação entre o ESX e cada VLAN, sendo que poderiam existir dois ou mais.
A configuração a ser feita é bem simples. No VMware ESX principalmente, uma configuração recomendada é usar no mínimo duas interfaces de rede conectadas ao Switch, e com essa configuração, adicionar ambos os adaptadores no mesmo Switch Virtual, depois configurar as VLANs como Port Group e conectar as máquinas virtuais que precisam de acesso a essa VLAN no Port Group.
É uma alteração simples, mas que pode fazer toda a diferença para a disponibilidade do ambiente.

7) Não monitorar a infraestrutura adequadamente

O uso de ferramentas de monitoramento que não entendem o ambiente virtual pode levar a diagnósticos incorretos.
Ter os plugins para o ambiente virtual e capacidade de análise do mesmo é fundamental para as ferramentas de monitoramento.
Para isso, ferramentas específicas para o ambiente virtual como o VMware VCenter Operations Manager são fundamentais e devem ser consideradas na aquisição da solução.
Mesmo ferramentas tradicionais já possuem plugins para virtualização, e esses plugins devem ser instalados e configurados corretamente para monitorar todo o ambiente.

Conclusão

Alguns dos erros são menos óbvios, e podem passar despercebidos até o ambiente começar a ter problemas de performance. A solução daí será aumentar os investimentos de forma abrupta, quando poderia ser feito de forma planejada e gradativa.
Outros casos, simples configurações podem resolver, mas por falta de conhecimento da ferramenta, pode-se optar até por situações extremas, como um único Host físico com uma única máquina Virtual, ou tirar um determinado serviço da Virtualização.
Por isso recomendo a contratação de equipes especializadas, capacitadas pelos fabricantes, ou então fazer cursos especializados em ambientes virtuais para a criação e manutenção de um ambiente virtualizado profissional.
E você, já viu esses erros em algum ambiente? Acha que esqueci algum importante?
Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/

12 de out. de 2011

Qual é a melhor ferramenta de virtualização do mercado?

Embora a VMware apresente a melhor avaliação geral, distância em relação aos principais concorrentes já é pequena.


Data centers grandes ou pequenos rumam para a completa virtualização, isso é inegável. Mas por um longo período, o mercado ficou concentrado na VMware, que foi o primeiro fornecedor a perceber que precisaria oferecer interoperabilidade com estabilidade, algo importante para que os servidores virtuais entrassem em produção diária. Mas hoje já há diversas opções no mercado.
Para apurar de forma precisa como está a corrida pela virtualização, os fornecedores Citrix, Microsoft, Red Hat e VMware aceitaram testar produtos no Network Computing Lab, na Universidade do Havaí, colocando suas soluções em teste. A InfoWorld coordenou o trabalho, comparando o Citrix XenServer, Microsoft Windows Server 2008 R2 Hyper-V, Red Hat Enterprise Virtualization e VMware vSphere. As métricas foram abrangentes, de facilidade de instalação a desempenho e funcionalidades de gerenciamento.
Para o teste, foram usados o mesmo hardware, mesma topologia de rede, rodando as mesmas máquinas virtuais. As ferramentas de análise foram executadas em Linux e Windows, que avaliaram testes subjetivos de gerenciamento e administração. A publicação analisou configuração de host, criação de templates e clonagem de máquinas virtuais, atualizações e correções, snapshots e backups, opções de scripts, além de recursos mais avançados como balanceamento de carga.
Os resultados mostraram que as quatro soluções combinam desempenho excelente com um conjunto rico de ferramentas de gerenciamento. Mas a VMware ainda leva um pouco de vantagem, talvez em razão de seu tempo de mercado. A ferramenta do fornecedor possui funcionalidades avançadas que as outras ainda não têm, além de mostrar um nível de consistência e precisão que ainda não foram alcançadas pelos outros. Os concorrentes possuem preços mais baixos, mas esse fator não é determinante, pois todas as ferramentas podem conter custos ocultos.
Em relação ao desempenho, os quatro chegaram a um parecido, sem grandes vencedores ou perdedores. As principais diferenças emergiram nos testes de carga, no qual o Hyper-V da Microsoft e o XenServer, da Citrix, tiveram um desempenho prejudicado. Rodando em servidor Windows, os melhores resultados vieram dos hypervisors da Microsoft e da VMware. Rodando em Linux, os produtos da Citrix, Red Hat e VMware tiveram resultados sólidos, com uma pequena desvantagem para a Microsoft. Nos testes de largura de banda com dados criptografados, Citrix e VMware se mostraram três vezes mais rápidos que Microsoft e Red Hat, graças a um melhor aproveitamento do processador Intel Westmere.
Três outros quesitos que importam muito para ambientes de qualquer tamanho é migração em tempo real de máquinas virtuais, alta disponibilidade e balanceamento de carga. O primeiro é a capacidade das máquinas de se movimentarem entre diferentes hosts sem um reboot. O segundo permite que o sistema reconheça máquinas virtuais que não estão em funcionamento para tomar as medidas necessárias, como reiniciar as máquinas. O terceiro nivela a carga das máquinas em toda a infraestrutura, para não haver problemas de desempenho. Esses três recursos-chave, que já foram exclusivos da VMware, agora estão presentes em cada solução testada.
Atrás desses recursos, estão alguns também importantes, como provisionamento otimizado, criação de templates e snapshots, backups automáticos, migração de storage em tempo real e recursos avançados de gerenciamento de memória. Nesses casos, existem algumas exceções. Entre os hypervisors, a VMware ainda é a única capaz de fazer migrações em tempo real de storage. Quanto aos recursos avançados de gerenciamento de memória, somente VMware e Red Hat oferecem recursos completos.
Algumas dessas últimas ferramentas citadas são extremamente importantes para infraestruturas rodando um número muito grande de máquinas virtuais por host e um grande número geral de máquinas virtuais. No entanto, ambientes menores podem não precisar de todos eles no curto prazo. Alguns desses recursos facilitam a gestão, mas não têm um impacto direto na experiência do usuário, como as migrações em tempo real, alta disponibilidade e balanceamento de carga.
Deve-se, ainda, analisar a questão da integração com API, que pode trazer grandes benefícios em casos de implementações muito grandes de virtualização, mas todas as soluções têm alguma forma de gestão de scripts ou recurso similar. Já no quesito compatiblidade com sistema operacional, só a VMware tem suporte explícito para Mac OS X Server, FreeBSD, NetWare e Solaris. Os demais limitam-se às distribuições Linux e plataformas Windows.
Em resumo, todos os fornecedores fornecem recursos suficientes para uma variedade de tamanhos de ambientes, mas a VMware ainda se demonstra o mais maduro e rico em recursos.
A complexidade do modelo de licenças é um quesito importante a ser levado em consideração. Os modelos utilizados pela VMware e Microsoft são os mais complexos. A VMware oferece diversos níveis de vSphere, cada um com um conjunto de recursos diferentes, cobrados por socket físico. A Microsoft oferece o Hyper-V como parte do Windows Server 2008 R2, com uma licença corporativa permitindo quatro servidores rodando o mesmo sistema operacional em um servidor físico, além de uma licença para datacenter que permite rodar um número ilimitado de máquinas virtuais por servidor físico.
O XenServer, da Citrix, é cobrado por servidor, não importando a capacidade do mesmo. Como a VMware, a Citrix oferece diversos níveis de sistema. O Red Hat Enterprise Virtualization é o mais simples (e barato), com uma única taxa anual por servidor físico, com opções de suporte em meio período ou no sistema 24x7.
Considerações finais
A desculpa mais comum para o atraso em projetos de virtualização no passado era o preço das ferramentas contraposto à falta de recursos importantes, muitos deles citados aqui. Hoje, todos os recursos desejados estão disponíveis e projetos bem-sucedidos mostram que a capacidade de redução de custos e o aumento da eficiência da virtualização é real, compensando muito os investimetnos.
Em uma avaliação geral, o Hyper-V, da Microsoft, é o que chega mais perto da vSphere, da VMware, nas funcionalidades gerais de gerenciamento. No entanto, a Microsoft possui uma gestão de funções espalhadas em diversas ferramentas, enquanto os demais têm a vantagem de concentrar tudo em um único servidor de gerenciamento.
O XenServer, da Citrix, combina uma excelente performance com Linux, implantação rápida, mas algumas funções avançadas requerem configurações adicionais e outras ferramentas de suporte. Uma desvantagem é o fato de que todas as operações de gestão de máquina virtual são serializadas, tomando mais tempo para realizar algumas ações, como ligar ou desligar máquinas. Limitação que impacta na gerenciabilidade e escalabilidade.
O Red Hat Enterprise Virtualization, por sua vez, também é de rápida instalação e tem as funcionalidades primárias de gerenciamento, mas ainda tem alguns problemas em relação à gestão de host e à alta disponibilidade. A sua performance é sólida tanto com sistemas Windows e Linux e é o mais próximo do VMware quando o assunto é um sistema com ingredientes para um ambiente altamente escalável.
Não é surpreendente que o VMware vSphere ainda tenha a melhor a nota de uma forma geral, mas o que se pode observar é que a distância entre ele e os concorrentes está diminuindo velozmente, razão pela qual é possível afirmar que nunca houve melhor hora para apostar em soluções de virtualização.

Por PAUL VENEZIA, DA INFOWORLD 2011

17 de nov. de 2010

Ferramentas de virtualização

Nos últimos anos, com a evolução da informática, o poder de processamento dos computadores aumentou drasticamente. Entretanto, existem casos em que todo esse processamento não está sendo utilizado pelas máquinas, fazendo com que exista uma subutilização dos recursos computacionais.
Preocupados em procurar soluções que visam à diminuição dessa ociosidade de processamento, os administradores de redes tem utilizado a técnica da virtualização. O uso da virtualização representa a ilusão de várias máquinas virtuais (VMs) independentes, cada uma rodando uma instância de um sistema operacional virtualizado (SMITH; NAIR, 2005).
Esta técnica não é nova, iniciou-se pela IBM nos mainframes na década de 60, mas seu uso foi difundido nos anos 80, tendo em vista a resolução de problemas a um custo relativamente baixo.
O sucesso da virtualização baseou-se em alguns princípios. Primeiramente, a camada de virtualização, deve isolar uma máquina virtual da outra de modo que não haja interferência entre elas. Não é aceitável que o funcionamento de uma máquina virtual afete o desempenho de outra máquina virtual (GARFINKEL et al., 2003). Segundo, é necessário suportar uma variedade diferente de sistemas operacionais para acomodar os diferentes aplicativos populares existentes. Terceiro, o overhead introduzido pela camada de virtualização deve ser pequeno (GARFINKEL et al., 2003).
Atualmente, os sistemas virtualizados estão com seu espaço em ascensão devido ao fato de resolverem alguns pontos que hoje são críticos em diversas empresas como pode ser exemplificado: incompatibilidade entre hardware e software no que diz respeito a suas modificações com o decorrer do tempo; subutilização dos recursos computacionais pelos programas, ou seja, os programas legados não conseguem explorar a totalidade da capacidade dos hardwares atuais; dentro outros.
Virtualização é a palavra que faz brilhar os olhos dos executivos de TI de grandes empresas. Ela lidera o ranking das tecnologias, divulgado pelo Garther Consunlting.

Justificativa de uso


A administração dos desktops em qualquer organização sempre foi um desafio. Sempre preocupados em procurar meios para melhorar os processos, reduzir custos, aumentar desempenho e simplificar o gerenciamento os administradores de redes vem procurando novas soluções para atender esses problemas.
Essa complexidade de gerenciamento deve-se ao aumento dos números de usuários - inclusive remotos e moveis - e as atividades de gerenciamento associadas, envolvendo manutenção, reparos e upgrades de computadores, bem como cada vez mais ameaças à segurança.
O gerenciamento de áreas de trabalho está passando por uma transformação necessária em direção a virtualização. A virtualização de desktops (VDI) está sendo uma solução que proporciona uma capacidade de gerenciamento e controle de nível corporativo com uma experiência familiar ao usuário.
A virtualização de desktops segue os mesmos princípios básicos das virtualização de servidores - que permitem executar múltiplos sistemas operacionais em uma única máquina (PC). Mas há diferenças bastante significativas, já que cada usuário conta com seu próprio sistema operacional, como se fizesse uso de uma estação de trabalho convencional. (FILADORO, ADRIANO, 2007).
O VDI permite que as aplicações dos rodem em máquinas virtuais isoladas e ao mesmo tempo compartilhem recursos de hardware como CPU, memória, disco e rede. Cada usuário roda sua aplicação em seu próprio sistema operacional reduzindo as chances de que outro usuário possa interferir na sua execução. A tecnologia de virtualização de desktops separa o hardware do software e o hypervisor encapsula a aplicação e o sistema operacional em uma máquina virtual que roda em um servidor.
A figura 1 abaixo representa o que é a virtualização de desktops.
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Figura 1: Representação da Virtualização de Desktop
O VDI é de fato um avanço em relação a soluções de Terminal Server principalmente no aspecto referente á isolação do usuário final e independência de desempenho. Porém usuários que utilizam aplicações gráficas intensivas ou aplicações com requisitos de streaming de vide e áudio têm boas chances de não utilizar o VDI.
A idéia de utilização de VDI é para terminais em que existe uma grande ociosidade de processamento, fazendo com que não tenha o total aproveitamento dos recursos computacionais.
Hoje o principal fator para o encarecimento dos desktops é o operacional (manutenção, atualizações, suporte). Com isso o retorno do investimento (ROI) - calculo que quantifica os custos e os benefícios esperados de um projeto específico em um prazo determinado - pode ter seu prazo estendido.
Abaixo veremos algumas ferramentas de uso da virtualização.

Ferramentas


Atualmente as ferramentas para esse tipo de trabalho são inúmeras,dentre elas as mais comuns são para a virtualização de desktops, podemos citar as mais conhecidas como o Microsoft Virtual PC, programa gratuito e de fácil uso, outro programa de uso extremamente fácil e gratuito é o Virtual Box, com sua licença GNU.
Existe também o VMware, que usa o conceito da virtualização completa, uma característica do VMware é que ele tenta sempre que possível converter os comandos usados pelo sistema dentro da VM em comandos que o Host entenda e execute diretamente, ou seja, se dentro de uma VM o Windows tenta executar algum arquivo de som, o VMware captura esses dados e o executa na placa de som do micro hospedeiro, como se fosse um programa qualquer.
As empresas vêm utilizando não somente uma ferramenta de virtualização, mas várias para solucionar até problemas idênticos. Isso se deve ao fato das características de cada ferramenta, como modo de trabalho com o hardware, arquivos. Segundo pesquisas da levantamento feito pela revista EMA, o uso do VMware está em 80% dos casos de virtualização.

VMware


O VMware é hoje o software de virtualização para a plataforma x86 mais conhecido, com uma implementação completa de interface ao sistema convidado, o VMware é útil em diversas aplicações como:
  • Ambientes de desenvolvimento
  • Ambientes de suporte
  • Migração e Consolidação
  • Simulação de Instalações de Rede
  • Balanceamento de Carga
A forma de trabalho do VMware não é complexa, ele utiliza uma técnica batizada de "reescrita binária", que examina as instruções antes de serem executadas. É utilizado uma abordagem hibrida para implementar a interface do monitor com máquinas virtuais, tudo isso por razões de desempenho.
O controle de exceção e gerenciamento de memória é realizado pela manipulação direta do hardware, simplificando é através do sistema anfitrião. A gerência de memória é feita diretamente pelo sistema convidado. Para assegurar que não ocorra nenhuma colisão de memória entre o sistema hospedeiro e hospedado, o VMware aloca uma parte da memória para uso exclusivo, assim o sistema convidado utiliza esse memória previamente alocada.
Usando os serviços de interrupção,IRQ, o VMware controla o sistema convidado. Sempre que uma exceção é causada no convidado, é examinada antes pelo monitor. As interrupções são enviadas para o sistema anfitrião, as geradas pelo sistema convidado são remetidas para o sistema convidado.
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Figura: VMware Server | Fonte : Vmware Papers
O VMware Server é comercializado em 3 versões distintas :
  • VMware Workstation e VMware Player: Versões mais simples da máquina virtual. Indicado para ambientes de desenvolvimento, compatível com as arquiteturas INTEL e AMD 32 e 64 Bits. Apesar de serem as versões mais simples ambos tem suas particularidades. O VMware Workstation é adquirido através de licença já o VMware Player é de uso gratuito, sendo possível somente emular os sistemas e não criar.
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Figura: Vmware Workstation | Fonte: Hammersley, Eric, Professional Vmware Server, 2007.
  • WMware Server GSX ou WMware Server: Versão mais robusta, indicada para aplicações profissionais em pequena escala. Conta com boa parte dos recursos da versão Workstation, e adiciona recursos úteis ao seu uso em servidores, como o gerenciamento remoto (usando uma versão modificada do VNC). Isto resulta em perda de desempenho na interface gráfica.
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Figura: Sistema de Trabalho VMware GSX | Fonte: Hammersley, Eric, Professional Vmware Server, 2007.
  • VMware Server ESX: Versão robusta, usado em servidores de grande porte. É um Sistema Operacional dedicado, Kernel proprietário baseado no SimOS. Ou seja ele roda diretamente sobre o hardware. Como características principais temos : Uma forte camada entre o hardware e o Sistema Operacional, particionamento do servidor físico em varias máquinas virtuais e controle total dos recursos do servidor.

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Figura: Sistema de Trabalho VMware ESX | Fonte : VMware

Xen


Patrocinado pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, vem se tornado uma das principais soluções de virtualização para Linux, atualmente na versão Xen 3. O ambiente Xen, faz implementação entre o Hardware e Software para plataforma X86,versão antiga do Xen. Com suporte a múltiplos sistemas convidados simultaneamente com excelentes desempenho e isolamento. Graças a seu baixo custo o Xen é o que especialistas esperavam para melhorar a virtualização no Linux.
Usando a virtualização completa, que envolve o mapeamento de chips de computador como o processador e o controlador do teclado, torna a máquina virtual independente de sua infra-estrutura física e por isso tem grande flexibilidade.
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Figura: Arquitetura do Xen | Fonte: Garcia, Juan & Willians, E. David - Virtualization with Xen,2007
O Xen é um sistema popular de virtualização que usa o modelo de paravirtualização, apesar de das versões 1.x utilizarem seus próprios drivers de dispositivos, a versão 2, concentrou-se em manter o hypervisor com o menor tamanha possível.(GARLOFF, KURT ,2006).
Com a nova versão do Xen alguns recursos foram incluídos:
  • Suporte a máquina SMP virtuais: Apesar de oferecer suporte a múltiplos processadores, era preso a um único CPU. Na versão atual já é possível mudar isso, existe a possibilidade de mudar o numero de CPU virtuais em tempo de execução.
  • Suporte a ACPI: Nas versões anteriores o suporte era rudimentar.
  • Melhor suporte a hardware: Correção com relação ao suporte a AGP e DRM (gráficos 3D).
  • Suporte a Arquitetura X86-64: A variante de 64 bits da arquitetura x86 elimina todas as restrições associadas ao espaço de endereçamento de 32 bits.
O Xen encontra-se em um acentuado grau de maturidade, pode ser utilizado em sistemas de produção. O seu código fonte está liberado sob a licença GNU. Atualmente o Xen suporta os sistemas Windows XP, Linux e Unix.

QEMU


O QEMU é um emulador de sistema muito poderoso, gratuito e livre. Com uma interface de extrema facilidade o emulador de sistema tem crescido muito dentro dos ambiente Windows. Utilizando comandos simples para tarefas que podem ser complicadas em outros emuladores.
Com a utilização da tradução dinâmica, o emulador converte partes do código para quer o processador execute o conjunto de instruções, como técnica o QEMU utiliza um grande poder de processamento.
O QEMU pode trabalhar com a emulação total do sistema ou emulação no modo usuário.
  • Emulação total do Sistema: Possibilidade da emulação de um sistema completo,processador e periféricos. Utilizando-se a emulação total, o emulador pode ser utilizado para rodar os diversos sistemas operacionais.
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Figura : Exemplificação do Qemu | Fonte : Laureano, Mauro, Máquinas Virtuais e Emuladores, 2008
  • Emulação no modo de usuário: Opção disponível somente para o sitema Linux, nesse modo o emulador pode executar processos do Linux compilados para uma plataforma em outra, um programa compilador em uma arquitetura x86 pode ser executado em um PowerPC:

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Figura : Emulação no modo de usuário | Fonte : Laureano, Mauro, Máquinas Virtuais e Emuladores, 2008
O Qemu tem grandes característica que o tornam peculiar dentro das podemos citar: ele não requer alterações ou otimizações no sistema hospedeiro(anfitrião), facilmente utilizado e suporte a auto-emulação - é possível chamar o QEMU de dentro de outro QEMU.

Outras ferramentas


Além das ferramentas citadas em itens anteriores, existem outras que estão crescendo não só no mundo acadêmico mas em industrias. Dentre elas temos : Bochs, Microsoft Virtual PC .

Bochs


Simula totalmente a arquitetura x86, configurado para funcionar com CPU simples como 386 até a arquitetura AMD64. O Bosh tem como característica a interpretação de todas as instruções, desde o processo de boot. A desvantagem do Bosh é que não existe uma técnica para a aceleração da emulação, isso resulta em um sistema convidado lento, pois as instruções x86 são executadas em software. Escrito em C++, torna-o um dos mais versáteis emuladores disponíveis, mas com a falta de performance seu utilização para fins profissionais acabou limitada.

Microsoft Virtual Server e Virtual PC


São as ferramentas da Microsoft para máquinas virtuais, sendo o Virtual PC uma ferramenta que suporta o Windows sobre computadores Macintosh. Ambos precisam de um sistema anfitrião.

Comparativos de custo


Conforme tabela abaixo, divulgada pela Revista PCWORLD Novembro 2006, veremos o custo de implementação de algumas das principais ferramentas utilizadas pelas empresas (tomando como base um ambiente de 50 desktops virtuais):
Fornecedor
Produto
Preço
Citrix
XenDesktop Stantard
US$ 5,05 MIL

Acess Essentials
US$ 15,5 MIL
Xen Server
Gratuito
Xen Desktop
Gratuito
Microsoft
Virtual PC
Gratuito
VMware
Microsoft Application Virtual
US$ 10(por desktop)
VMware Server(servidores)
Gratuito
VMware Player(desktop)
Gratuito

Tabela : Custos de Implementação da Virtualização | Fonte: Revista PC WORLD, Novembro de 2006, pag 47

Referências


SMITH, J. E.; NAIR, R. The Architecture of Virtual Machines. p. 32-38, maio 2005.
FILADORO, A. Vantangens da virtualização de desktops, 2008. Disponível em:http://imasters.uol.com.br/artigo/10888/tecnologia/10_vantagens_da_virtualizacao_de_desktopsAcesso em : 19 de março de 2009.
GARFINKEL, T.; PFAFF, B.; CHOW, J.; ROSENBLUM, M.; BONEH, D. T.: A Virtual Machine-Based Platform for Trusted Computing. 2003.